27
Jan
12

«MASSACRE» DE BALSEMÃO AFASTA ESPIÃO

O grupo de media afecto a Pinto Balsemão prossegue a sua tarefa de desinformação obcecada, de aniquilamento dos Serviços de Informação e de «ataque» a outros lobbies que possam fazer sombra à estratégia do Grupo Bilderberger que lidera em Portugal ( ver artigo neste blogue) tendo por alvo central a figura de Jorge Silva Carvalho, um maçon ligado à Loja Mozart, ex-director do SIED ( Serviço de Informações Estratégicas de Defesa).Pelos vistos, a pressão obcessiva exercida pelo Grupo Impresa terá resultado: Jorge Silva Carvalho demitiu-se quarta feira, do lugar que ocupava na Ongoing, afirmando não querer continuar a ser o «bode expiatório na luta do grupo Balsemão contra essa empresa».
A «Visão», do grupo do magnata da Comunicação Social, (ao que se diz, a atravessar grandes dificuldades financeiras não fora a «almofada» providencial de um amigo banqueiro afecto ao mesmo Grupo e que aposta agora por controlar a Ongoing) anuncia de forma bombástica na capa da edição desta semana “os ficheiros secretos do espião maçon», sobretudo, informações individuais de muitos notáveis que JSC teria guardado no seu smartphone ao deixar os serviços quando se tornou administrador da Ongoing, além de histórias amorosas, ligações a sites e apreciações pessoais de figuras relevantes da vida política, económica e social. Um «escândalo de proporções inimagináveis”, escreve-se na capa com o fito de levar o leitor a «engolir o anzol», ou seja, a adquirir o exemplar. Ávido de sensações fortes ( ou não trate este «blogue« de coisas secretas…) comprámos a revista e desatamos a ler o artigo que no interior surge com um titulo mais «light» : «Os Segredos do Espião Maçon». Como qualquer vulgo leitor, queríamos saber que segredos guardaria o antigo espião, quais eram as tais figuras públicas, os políticos do PSD e PS, os nomes de gestores, ou pelo menos, sectores a que estejam ligados os protagonistas das «histórias amorosas», de que forma é que essas informações poderiam ser utilizadas pelo agora demissionário administrador da Ongoing, que tipo de apreciações individuais foram feitas, porque motivos guardou tão importante espólio… Supomos que seria fácil dar maior corpo e consistência à «bombástica» notícia, pois, segundo se pode ler no artigo da «Visão», a «cacha» fora obtida consultando dezenas de fontes ( que não especifica…seriam ligadas ao SIS? À PJ ?ao DIAP que investiga o super-espião?).
Nada disso. Apenas uma estória requentada de outros artigos que sobre a matéria o grupo de media de Balsemão ( impulsionado pelo «Expresso») vem martirizando os seus leitores e telespectadores, ao estilo «água mole em pedra dura, tanto dá que fura». Só que aqui, no caso da «Visão», o «furo» jornalístico saiu mais que furado. Nada de novo, apenas mais um arrazoado de informações já vindas a público ( e cuja credibilidade ainda está por provar) sobre a vida de Jorge Silva Carvalho, o seu percurso no SIS, as ligações politicas, os amigos que se solidarizam com ele no «facebook», os inimigos que foram armadilhando o seu percurso, com referências despropositadas a filmes sobre espionagem com o fito de alimentar o espírito do leitor ávido de contos ao estilo John le Carré, logo começando com a história de J. Egar Hoover que Clint Eastwood acabou de passar ao cinema.
Farto de tanto «ataque», Silva Carvalho bateu com a porta, sublinhando «não querer continuar a servir de arma de arremesso para ataques de grupos económicos», e que «não era por acaso que em 22 manchetes do Expresso sobre o Caso das Secretas foi capa em catorze»,acrescentando que esta polémica envolvendo o SIS, a Maçonaria e a Ongoing não teria existido se ele não trabalhasse na Ongoing. O conteúdo da «Visão» terá sido o último capítulo que o terá levado a tomar essa decisão.
Uma cacha que é um autentico logro e que se insere numa estratégia de «massacre» e manipulação da opinião pública, tendo em vista o aniquilamento ( conseguido) de Jorge Silva Carvalho que levantou muitos ódios de estimação quando deixou o SIED e passou para a Ongoing ( matéria ainda em averiguação) e uma tentativa de ataque cerrado a outras instituições económicas que possam fazer «sombra» ao grupo de que Balsemão é o expoente máximo em Portugal. Um caso exemplar de publicidade enganosa e de jornalismo da treta ou, como sói dizer-se, de sarjeta… usado ( e abusado) em guerras conspirativas. Que saudades da «Visão» dos tempos de Cáceres Monteiro…e de um «Expresso» batalhador por causas nobres e não ao serviço dos interesses pessoais do seu «big boss».

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