10
Jan
12

O Rei Ghobe

O julgamento iniciado esta semana no Tribunal de Torres Vedras de Francisco Leitão, o «rei dos gnomos», acusado de quatro homicídios e de ter violado vinte jovens, crimes alegadamente cometidos no seu «castelo» na Carqueja, Lourinhã, traz á liça um aspecto aparentemente descortinado pela generalidade da imprensa: a forma fácil como estes magos ou salvador de almas propagam a sua crendice junto da população, particularmente, a jovens vulneráveis que encontram neste «amparo» a fuga para um futuro incerto, cada vez mais incerto…

Servindo-se da «net», Francisco Leitão terá aliciado dezenas de jovens ,os quais drogou com a finalidade de «libertar espíritos». Em alguns casos, terá posto termo à vida das suas vítimas, aspecto que o Tribunal irá tentar provar, pois não há sinal de cadáveres. E, à falta desse elemento de prova, tornar-se-á difícil fazer uma acusação consistente. Para já, ao que sabemos, a única prova foi o uso por parte do arguido dos cartões de telemóveis das vítimas.
Oriundos de famílias desestruturadas, a maior parte dos jovens terá acreditado no «Rei dos Gnomos», que viam nele um autêntico líder espiritual e que profetizou o fim do mundo para o dia 21 de Dezembro de 2012.Um caso preocupante, pois, quantos «reis dos gnomos» não haverá por aí espalhados, aproveitando-se destes tempos de crise e instabilidade emocional, para cometerem crimes bárbaros sobre os mais fragilizados e indefesos da sociedade.

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